sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

IBC-BR de novembro

Os dados para o IBC-BR de novembro, divulgados hoje, mostram o menor recuo do ano na comparação com iguais meses do ano anterior: -2,02%, ante -5,34% para os dados revisados de outubro. Com isso, em termos de acumulados em 2016, passamos de -4,84% no acumulado até outubro para -4,59% considerando a inclusão de novembro. Ainda assim, continuamos em queda, o que significa que passamos de uma taxa de crescimento de -4,57%, caso observássemos estagnação nos dois últimos meses de 2016, para -4,70% considerando estagnação somente em dezembro. Projetando-se o IBC-BR de dezembro a partir da média dos 12 meses precedentes, fecharíamos 2016 a um ritmo de -4,82% e, caso a média fosse dos 3 meses precedentes, teríamos -4,79%. Se a queda do IBC-BR de novembro (-2,02%) pudesse ser utilizada para projetar a queda do PIB do quarto trimestre de 2016, chegaríamos à mediana encontrada nas projeções do Boletim Focus para o crescimento de 2016: -3,49%.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

IBC-BR de outubro

Sintetizando a intensificação do ritmo de queda captada para outubro a partir de diversos indicadores divulgados recentemente (como produção industrial, vendas do varejo ou setor de serviços, por exemplo), o IBC-BR, divulgado na última quinta-feira, apresentou queda de 5,28% em outubro, em comparação com igual mês de 2015, a mais forte desde março nesse tipo de comparação. Com isso, o acumulado no ano voltou a sofrer um recuo: após redução de -4,93% para -4,77% de agosto para setembro, a inclusão de outubro nos leva a um acumulado de -4,82% no ano. Projetando-se novembro e dezembro a partir de uma média dos 12 meses precedentes, atingiríamos uma taxa de crescimento da atividade econômica de -4,98%; o mesmo exercício a partir de uma média dos 3 meses precedentes renderiam -4,88%. Considerando o IBC-BR, ainda que a atividade econômica se estabilizasse nos dois últimos meses do ano, a taxa de crescimento seria de -4,57% em virtude do apurado até outubro. A mediana projetada pelo mercado financeiro para o crescimento do PIB em 2016, agora estabilizada em -3,48%, de acordo com o Boletim Focus divulgado hoje, pressupõe uma taxa de crescimento de -2,00% para o último trimestre do ano, na comparação com igual trimestre de 2015, o que, com a queda apurada para outubro, significa contarmos com um forte arrefecimento no ritmo de queda para os últimos dois meses de 2016.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PIB no terceiro trimestre de 2016

Com os dados para as Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje, constatamos uma taxa de crescimento de -4,4% para o acumulado em quatro trimestres, menor do que os -4,8% acumulados até o segundo trimestre do ano, a queda mais intensa registrada em toda a série histórica. Ainda para os acumulados, todos os componentes da demanda registraram redução no ritmo de queda, com destaque para a formação bruta de capital fixo, passando de -15,0% até o segundo trimestre para -13,5% acumulados até o terceiro trimestre. Para as exportações, redução na taxa de crescimento de 7,2% para 6,8% foi registrada no período. A discrepância entre a taxa de crescimento do PIB e a apuração do nível de atividade registrada pelo IBC-BR aumentou mais uma vez, indicando perda do poder de previsão desse indicador (-5,5% do IBC-BR ante -4,4% do PIB); de fato, a correlação entre as duas séries para acumulados trimestrais, apesar de elevada, vem se reduzindo nos últimos trimestres.

Na comparação deste terceiro trimestre contra igual trimestre de 2015, crescimento de -2,9% foi registrado, sendo que a maior queda se deu no quarto trimestre de 2015 (-5,8%), comparado a igual trimestre do ano anterior. Com relação à mediana do mercado financeiro, de acordo com o último boletim Focus divulgado, devemos fechar o ano com uma taxa de crescimento do PIB de -3,49%. Para tal previsão se concretizar, o PIB do quarto trimestre de 2016 teria que cair a um ritmo menor com relação ao último trimestre de 2015, a uma taxa de -2,05%. Nessa mesma comparação, caso ocorresse estagnação neste último trimestre de 2016, fecharíamos o ano com uma taxa de crescimento de-2,99%.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Desigualdade no terceiro trimestre de 2016

Estou postando uma pequena nota de pesquisa para nos ajudar a entender o que está acontecendo com as medidas de desigualdade no cenário atual: http://nemec-ufrn.blogspot.com.br/p/blog-page.html

Uma redução da desigualdade com queda na renda real foi observada para 2015, de acordo com os dados da PNAD anual divulgados sexta-feira da semana passada, 25/11. Esse é também o quadro encontrado para o segundo trimestre de 2016, de acordo com a PNAD Contínua, cujos microdados para o terceiro trimestre de 2016 foram divulgados na terça-feira da semana passada, 22/11.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

IBC-BR de setembro

Para dados atualizados com a inclusão de setembro, divulgados hoje, o IBC-BR voltou a cair num ritmo mais forte do que o apurado no mês imediatamente anterior. Na comparação com iguais meses do ano anterior, setembro registrou queda da atividade econômica de 3,67%, ante 2,64% registrada para agosto. No ano de 2016, queda menor foi apurada ainda para o mês de junho (2,90%), o que faz de setembro o mês com a terceira menor taxa de crescimento negativa do ano. Para acumulados no ano, contudo, confirma-se o arrefecimento no ritmo de queda: com a inclusão de setembro, fechamos os 3 primeiros trimestres do ano com taxa de crescimento de -4,83%, frente -4,97% no acumulado até agosto. Trimestralizando os dados mensais e tomando o acumulado em quatro trimestres, o que torna a comparação com dados para o PIB mais adequada, a redução no ritmo de queda foi muito pequena na passagem do segundo para o terceiro trimestre: o segundo trimestre foi encerrado com uma taxa de crescimento de -5,49% e o terceiro trimestre com uma taxa de -5,45%, bastante próxima à nossa projeção considerando que setembro teria um crescimento dado pela média dos 3 meses imediatamente anteriores (-5,46%). Com os dados para o IBC-BR fechados para 3/4 do ano, ainda que o último trimestre apresentasse estabilidade (taxa de crescimento nula), encerraríamos o ano com uma taxa de crescimento da atividade econômica de -4,18%. Apesar de a mediana do Boletim Focus para o crescimento do PIB estar sendo revista para baixo recorrentemente, essa ainda se encontra em -3,37%, o que pressupõe expectativa de recuperação neste último trimestre do ano.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

IBC-BR de agosto

O IBC-BR de agosto, divulgado hoje, apurou a menor queda do ano nas comparações com iguais meses de 2015, com taxa de crescimento de -2,72%. Assim, o acumulado do ano que, até julho (com dados atualizados pelo BC), apresentava taxa de crescimento de -5,30%, passa a apresentar, com a inclusão do mês de agosto, uma taxa de crescimento de -4,98%.  Projetando-se para setembro um crescimento dado pela média dos 12 meses imediatamente anteriores, encerraríamos o terceiro trimestre com um acumulado para quatro trimestres de -5,51% (ante -5,66% na projeção sem o dado para agosto); com a projeção dada pela média dos 3 meses precedentes, a taxa de crescimento no fechamento do terceiro trimestre seria de -5,46% (ante -5,55% na projeção anterior). O carregamento dos 8 primeiros meses do ano indica que se a atividade econômica se estabilizasse a partir de setembro (com cada mês reproduzindo o ocorrido no mesmo mês do ano anterior), fecharíamos o terceiro trimestre com uma taxa de crescimento de -5,36% e o ano de 2016 com um crescimento de -3,88% (ante 3,65% na projeção anterior), ainda muito acima da mediana divulgada no último Boletim Focus, de -3,19%.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

IBC-BR de julho

Com a divulgação de hoje do IBC-BR de julho, não pode ser observada alteração significativa no acumulado do ano: se, até junho, com dados atualizados, tivemos um acumulado de -5,30% de crescimento da atividade econômica, somando-se o mês de julho obtemos um acumulado de -5,29%. Nas comparações com igual mês do ano anterior, o mês de julho voltou a apresentar uma forte queda, de 5,20%, a maior desde a apresentada em março, de 6,52%; abril, maio e junho de 2016, comparados a iguais meses de 2015, apresentaram, respectivamente, quedas de 4,82%, 4,79% e 2,90%. Nossas projeções apontam que: (i) se o crescimento para agosto e setembro for dado pela média dos 12 meses imediatamente anteriores, alcançaremos uma taxa de crescimento de -5,66% (ante -5,48% medida até o segundo trimestre) no acumulado em quatro trimestres até o terceiro trimestre do ano; e (ii) se o crescimento para agosto e setembro for projetado pela média dos 3 meses imediatamente anteriores, atingiremos um crescimento de -5,55% no fechamento do terceiro trimestre. Finalmente, ainda que a atividade econômica tivesse se estabilizado a partir de agosto (com cada mês reproduzindo o ocorrido no mesmo mês do ano anterior), somente pelo contabilizado até julho, fecharíamos o terceiro trimestre a um ritmo de queda de 5,20% e o ano de 2016 com um crescimento negativo de 3,65%. Para atingirmos uma taxa de crescimento do PIB de -3,15%, divulgada hoje no Boletim Focus, pressupõe-se, portanto, recuperação da atividade econômica em algum momento deste segundo semestre e não mais somente uma estabilização da mesma.