terça-feira, 18 de abril de 2017

IBC-BR de fevereiro

Uma alteração substantiva na metodologia de cálculo do IBC-BR torna difícil qualquer afirmação acerca dos dados de fevereiro divulgados ontem. Para os dados de janeiro, tínhamos crescimento ante o mesmo mês de 2016 de -0,79% até a última divulgação. Com a divulgação de ontem, o crescimento de janeiro passou a ser de 0,51%. Uma parte da justificativa teria ligação com mudanças metodológicas do IBGE quanto a serviços e comércio. Contudo, na comparação com iguais meses do ano anterior, o comércio varejista apresentou taxas de crescimento de -4,9%, -1,2% e -3,2%, respectivamente, para dezembro/16, janeiro/17 e fevereiro/17, enquanto os serviços cresceram -5,7%, -3,5% e -5,1% nos mesmos meses. Para o IBC-BR de fevereiro, a taxa de crescimento calculada foi de -0,73% com relação ao mesmo mês do ano anterior. Supondo estagnação para março, teríamos o acumulado em quatro trimestres crescendo a uma taxa de -3,47% no primeiro trimestre de 2017.

sexta-feira, 31 de março de 2017

IBC-BR de janeiro

O IBC-BR de janeiro, divulgado hoje, aponta para uma redução do ritmo de queda, com taxa de crescimento de -0,79% na comparação com igual mês do ano anterior. Supondo estagnação para fevereiro e março, encerraríamos o primeiro trimestre de 2017 com uma taxa de crescimento de -3,54%, considerando o IBC-BR trimestralizado e acumulado em quatro trimestres.

terça-feira, 7 de março de 2017

PIB em 2016

Com a divulgação de hoje das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao último trimestre de 2016, verificamos uma queda do PIB de 3,6% em 2016, levemente superior à mediana das expectativas do mercado financeiro, de 3,49%, divulgadas no Boletim Focus de 6 de janeiro, último a trazer as expectativas para o fechamento do ano passado. Naturalmente, conforme postagem anterior, porque o mercado financeiro esperava uma taxa de crescimento em torno de -2,0% para o último trimestre do ano (na comparação com igual trimestre do ano anterior), contra os -2,5% apresentados hoje pelo IBGE. Nesse tipo de comparação, essa é a menor queda registrada desde o primeiro trimestre de 2015, sendo que as maiores quedas foram observadas no último trimestre de 2015 para PIB, consumo das famílias, consumo do governo e formação bruta de capital fixo. Apesar da redução do ritmo de queda ao longo do ano, o consumo das famílias fechou 2016 com um crescimento (no acumulado nos quatro trimestres) de -4,2%, o consumo do governo fechou com -0,6%, a formação bruta de capital fixo com -10,2% e as importações com -10,3%. A alta das exportações de 1,9% desfez ilusão estatística provocada por últimos trimestres atípicos em 2014 (grande queda) e 2015 (grande crescimento). A série com ajuste sazonal, normalmente mais utilizada nas divulgações da imprensa, trouxe a maior queda do ano neste último trimestre: -0,9% na comparação com o terceiro trimestre.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

IBC-BR de dezembro

Fechando o ano de 2016, o IBC-BR de dezembro mostra nova redução na intensidade da queda para a atividade econômica nacional. Se em novembro tivemos um recuo de -2,02% na comparação com igual mês do ano anterior, dezembro apresentou taxa de crescimento de -1,82%. Assim, o acumulado para o ano de 2016, considerando todos os meses do ano, foi de -4,34%, ante -4,56% no acumulado até novembro. Vale ressaltar que, para o fechamento do ano, os dados divulgados pelo Banco Central foram revisados retrocedendo até janeiro de 2015. Trimestralizando a série do IBC-BR para comparação direta com os dados das Contas Nacionais, como o efetuado ao longo de todo o ano para divulgação neste blog, apuramos uma taxa de crescimento de -4,70% para o IBC-BR em 2016, o que coincide com a hipótese de estagnação para dezembro utilizada no post anterior, que considerava os dados divulgados até novembro.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

IBC-BR de novembro

Os dados para o IBC-BR de novembro, divulgados hoje, mostram o menor recuo do ano na comparação com iguais meses do ano anterior: -2,02%, ante -5,34% para os dados revisados de outubro. Com isso, em termos de acumulados em 2016, passamos de -4,84% no acumulado até outubro para -4,59% considerando a inclusão de novembro. Ainda assim, continuamos em queda, o que significa que passamos de uma taxa de crescimento de -4,57%, caso observássemos estagnação nos dois últimos meses de 2016, para -4,70% considerando estagnação somente em dezembro. Projetando-se o IBC-BR de dezembro a partir da média dos 12 meses precedentes, fecharíamos 2016 a um ritmo de -4,82% e, caso a média fosse dos 3 meses precedentes, teríamos -4,79%. Se a queda do IBC-BR de novembro (-2,02%) pudesse ser utilizada para projetar a queda do PIB do quarto trimestre de 2016, chegaríamos à mediana encontrada nas projeções do Boletim Focus para o crescimento de 2016: -3,49%.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

IBC-BR de outubro

Sintetizando a intensificação do ritmo de queda captada para outubro a partir de diversos indicadores divulgados recentemente (como produção industrial, vendas do varejo ou setor de serviços, por exemplo), o IBC-BR, divulgado na última quinta-feira, apresentou queda de 5,28% em outubro, em comparação com igual mês de 2015, a mais forte desde março nesse tipo de comparação. Com isso, o acumulado no ano voltou a sofrer um recuo: após redução de -4,93% para -4,77% de agosto para setembro, a inclusão de outubro nos leva a um acumulado de -4,82% no ano. Projetando-se novembro e dezembro a partir de uma média dos 12 meses precedentes, atingiríamos uma taxa de crescimento da atividade econômica de -4,98%; o mesmo exercício a partir de uma média dos 3 meses precedentes renderiam -4,88%. Considerando o IBC-BR, ainda que a atividade econômica se estabilizasse nos dois últimos meses do ano, a taxa de crescimento seria de -4,57% em virtude do apurado até outubro. A mediana projetada pelo mercado financeiro para o crescimento do PIB em 2016, agora estabilizada em -3,48%, de acordo com o Boletim Focus divulgado hoje, pressupõe uma taxa de crescimento de -2,00% para o último trimestre do ano, na comparação com igual trimestre de 2015, o que, com a queda apurada para outubro, significa contarmos com um forte arrefecimento no ritmo de queda para os últimos dois meses de 2016.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

PIB no terceiro trimestre de 2016

Com os dados para as Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje, constatamos uma taxa de crescimento de -4,4% para o acumulado em quatro trimestres, menor do que os -4,8% acumulados até o segundo trimestre do ano, a queda mais intensa registrada em toda a série histórica. Ainda para os acumulados, todos os componentes da demanda registraram redução no ritmo de queda, com destaque para a formação bruta de capital fixo, passando de -15,0% até o segundo trimestre para -13,5% acumulados até o terceiro trimestre. Para as exportações, redução na taxa de crescimento de 7,2% para 6,8% foi registrada no período. A discrepância entre a taxa de crescimento do PIB e a apuração do nível de atividade registrada pelo IBC-BR aumentou mais uma vez, indicando perda do poder de previsão desse indicador (-5,5% do IBC-BR ante -4,4% do PIB); de fato, a correlação entre as duas séries para acumulados trimestrais, apesar de elevada, vem se reduzindo nos últimos trimestres.

Na comparação deste terceiro trimestre contra igual trimestre de 2015, crescimento de -2,9% foi registrado, sendo que a maior queda se deu no quarto trimestre de 2015 (-5,8%), comparado a igual trimestre do ano anterior. Com relação à mediana do mercado financeiro, de acordo com o último boletim Focus divulgado, devemos fechar o ano com uma taxa de crescimento do PIB de -3,49%. Para tal previsão se concretizar, o PIB do quarto trimestre de 2016 teria que cair a um ritmo menor com relação ao último trimestre de 2015, a uma taxa de -2,05%. Nessa mesma comparação, caso ocorresse estagnação neste último trimestre de 2016, fecharíamos o ano com uma taxa de crescimento de-2,99%.