Procedemos, assim, à análise dos resultados levando em conta a nova série divulgada pelo Banco Central. Projetando o fechamento do primeiro trimestre a partir da média do crescimento de dezembro, janeiro e fevereiro, observamos que o ritmo de queda parou de ganhar força: (i) a projeção é ter encerrado o primeiro trimestre a uma taxa de crescimento de -4,83%, sempre para acumulados em quatro trimestres, similar à observada a partir dos dados anteriores considerando novembro, dezembro e janeiro; (ii) sob a hipótese de estagnação (com relação a igual mês do ano anterior) a partir de março, teríamos queda de 4,65% no primeiro trimestre e de 4,12% no primeiro semestre de 2016.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
IBC-BR de fevereiro
A divulgação do IBC-BR, realizada hoje pelo Banco Central, chama a atenção para a nova metodologia adotada para o cálculo do IBC-BR, mormente em função da substituição dos indicadores de mercado de trabalho obtidos anteriormente a partir da PME (descontinuada, como amplamente divulgado) pelos calculados por meio da PNAD Contínua (explicação a partir da página 23 deste Relatório de Inflação de Março). Comparação, efetuada no mesmo relatório, destaca que não foram observadas alterações acentuadas na trajetória do indicador.
Procedemos, assim, à análise dos resultados levando em conta a nova série divulgada pelo Banco Central. Projetando o fechamento do primeiro trimestre a partir da média do crescimento de dezembro, janeiro e fevereiro, observamos que o ritmo de queda parou de ganhar força: (i) a projeção é ter encerrado o primeiro trimestre a uma taxa de crescimento de -4,83%, sempre para acumulados em quatro trimestres, similar à observada a partir dos dados anteriores considerando novembro, dezembro e janeiro; (ii) sob a hipótese de estagnação (com relação a igual mês do ano anterior) a partir de março, teríamos queda de 4,65% no primeiro trimestre e de 4,12% no primeiro semestre de 2016.
Procedemos, assim, à análise dos resultados levando em conta a nova série divulgada pelo Banco Central. Projetando o fechamento do primeiro trimestre a partir da média do crescimento de dezembro, janeiro e fevereiro, observamos que o ritmo de queda parou de ganhar força: (i) a projeção é ter encerrado o primeiro trimestre a uma taxa de crescimento de -4,83%, sempre para acumulados em quatro trimestres, similar à observada a partir dos dados anteriores considerando novembro, dezembro e janeiro; (ii) sob a hipótese de estagnação (com relação a igual mês do ano anterior) a partir de março, teríamos queda de 4,65% no primeiro trimestre e de 4,12% no primeiro semestre de 2016.
Problemas detectados no processo de expansão da amostra da PNAD Contínua
O IBGE publicou anteontem, 20/04, nota informativa na qual aponta erros nos fatores de expansão da amostra para os microdados da PNAD Contínua relativos ao último trimestre de 2015, divulgados em 15 de março. Uma vez que em nota anterior, datada do mesmo dia, divulga-se um cálculo do índice de Gini baseado em tais microdados (que continham erros), torna-se necessária uma correção também aqui:
- Recalculando o índice de Gini a partir dos novos fatores de expansão fornecidos pelo IBGE (os microdados foram atualizados pelo instituto em 20/04), encontramos um nível de 0,5577.
- Portanto, o aumento da desigualdade no último trimestre de 2015 foi menor do que o detectado anteriormente.
- Contudo, as conclusões anteriores se mantêm inalteradas, pois: (i) um aumento foi detectado no último trimestre do ano, contrariando o padrão sazonal; (ii) o coeficiente de Gini encontrado continua sendo o maior para todos os últimos trimestres da série; e (iii) tomando-se médias anuais, estabilidade ou leve aumento para 2015 ainda é o resultado provável.
- Recalculando o índice de Gini a partir dos novos fatores de expansão fornecidos pelo IBGE (os microdados foram atualizados pelo instituto em 20/04), encontramos um nível de 0,5577.
- Portanto, o aumento da desigualdade no último trimestre de 2015 foi menor do que o detectado anteriormente.
- Contudo, as conclusões anteriores se mantêm inalteradas, pois: (i) um aumento foi detectado no último trimestre do ano, contrariando o padrão sazonal; (ii) o coeficiente de Gini encontrado continua sendo o maior para todos os últimos trimestres da série; e (iii) tomando-se médias anuais, estabilidade ou leve aumento para 2015 ainda é o resultado provável.
terça-feira, 15 de março de 2016
PNAD Contínua e Desigualdade
Com os microdados para a PNAD Contínua relativos ao último trimestre de 2015 divulgados hoje, podemos complementar as informações contidas na Nota de Pesquisa acerca da desigualdade de renda divulgada neste espaço. Calculando o índice de Gini para o quarto trimestre de 2015, constatamos um aumento da desigualdade (o índice passou para 0,5595), seja em relação ao trimestre imediatamente anterior (0,5551), seja na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (0,5484). Em termos de médias anuais, pode-se notar estabilidade ou leve aumento na desigualdade para 2015 com relação ao ano anterior. Ainda, estabilidade ou leve redução na comparação com 2013 e um nível de desigualdade inferior ao observado no ano de 2012 deve prevalecer para as análises para o ano de 2015. As ressalvas relativas ao cálculo de medidas de desigualdade para a PNAD Contínua contidas na referida nota devem ser levadas em consideração.
segunda-feira, 14 de março de 2016
A divulgação do IBC-BR de janeiro, realizada hoje pelo Banco Central, corrobora com as estatísticas já divulgadas para o início deste ano, as quais sinalizam que a queda da atividade econômica continua ganhando força. Em termos de acumulados em quatro trimestres, caso o ritmo de queda mantivesse o mesmo ímpeto dado pela média dos três últimos meses (novembro, dezembro e janeiro), teríamos uma taxa de crescimento de -4,85% ao encerrarmos o primeiro trimestre do ano. Ainda que o ritmo de queda fosse estancado para fevereiro e março de 2016 (estagnação com relação aos mesmos meses do ano anterior), já teríamos o trimestre encerrado em março com taxa de crescimento de -4,29%. Para termos uma ideia do ritmo de queda acentuado captado para janeiro, estendendo a hipótese de estagnação (com a base já deprimida do ano de 2015) para os demais meses do ano, encerraríamos o segundo trimestre com taxa de crescimento de -3,70%, o terceiro trimestre com -2,71% e o ano com -1,18%.
quinta-feira, 3 de março de 2016
A partir dos dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados hoje, a taxa de crescimento para o PIB em 2015 foi de -3,85%. Novamente, o IBC-BR, trimestralizado de acordo com metodologia do NEMEC, subestimou o ritmo da queda. Ressalta-se, entretanto, que a correlação entre as duas séries desde o início da divulgação do IBC-BR não se alterou e continua superior a 0,99. Decompondo o crescimento de acordo com a demanda, os componentes que mais contribuíram para a queda de 3,85% foram a Formação Bruta de Capital Fixo, com -2,84%, e o Consumo das Famílias, com -2,49%. Houve ainda contribuição negativa dos componentes Consumo do Governo, com -0,20%, e Variação de Estoques, com -0,98% (totalizando uma contribuição negativa do Investimento de -3,82%). As contribuições positivas foram dadas pelas Exportações, com 0,68% e pela queda das Importações, contribuindo com 1,99%.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
A partir dos dados para o IBC-BR de dezembro, divulgados hoje, a previsão do Banco Central para a queda da atividade econômica no ano de 2015 é de 3,59%, no limite máximo de queda se considerássemos somente os dados até novembro (de fato, 0,02 p.p. a mais de queda a partir da hipótese de manutenção do ritmo de queda, para dezembro, dado pelos média de setembro a novembro). A deterioração do cenário econômico no ano de 2015 torna-se patente, uma vez que somente a partir da divulgação do IBC-BR de outubro tal magnitude de queda entrou no intervalo de nossas previsões (com os dados fechados até o terceiro trimestre, o máximo previsto seria um crescimento de -3,45%).
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