segunda-feira, 14 de março de 2016

A divulgação do IBC-BR de janeiro, realizada hoje pelo Banco Central, corrobora com as estatísticas já divulgadas para o início deste ano, as quais sinalizam que a queda da atividade econômica continua ganhando força. Em termos de acumulados em quatro trimestres, caso o ritmo de queda mantivesse o mesmo ímpeto dado pela média dos três últimos meses (novembro, dezembro e janeiro), teríamos uma taxa de crescimento de -4,85% ao encerrarmos o primeiro trimestre do ano. Ainda que o ritmo de queda fosse estancado para fevereiro e março de 2016 (estagnação com relação aos mesmos meses do ano anterior), já teríamos o trimestre encerrado em março com taxa de crescimento de -4,29%. Para termos uma ideia do ritmo de queda acentuado captado para janeiro, estendendo a hipótese de estagnação (com a base já deprimida do ano de 2015) para os demais meses do ano, encerraríamos o segundo trimestre com taxa de crescimento de -3,70%, o terceiro trimestre com -2,71% e o ano com -1,18%.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A partir dos dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados hoje, a taxa de crescimento para o PIB em 2015 foi de -3,85%. Novamente, o IBC-BR, trimestralizado de acordo com metodologia do NEMEC, subestimou o ritmo da queda. Ressalta-se, entretanto, que a correlação entre as duas séries desde o início da divulgação do IBC-BR não se alterou e continua superior a 0,99. Decompondo o crescimento de acordo com a demanda, os componentes que mais contribuíram para a queda de 3,85% foram a Formação Bruta de Capital Fixo, com -2,84%, e o Consumo das Famílias, com -2,49%. Houve ainda contribuição negativa dos componentes Consumo do Governo, com -0,20%, e Variação de Estoques, com -0,98% (totalizando uma contribuição negativa do Investimento de -3,82%). As contribuições positivas foram dadas pelas Exportações, com 0,68% e pela queda das Importações, contribuindo com 1,99%.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A partir dos dados para o IBC-BR de dezembro, divulgados hoje, a previsão do Banco Central para a queda da atividade econômica no ano de 2015 é de 3,59%, no limite máximo de queda se considerássemos somente os dados até novembro (de fato, 0,02 p.p. a mais de queda a partir da hipótese de manutenção do ritmo de queda, para dezembro, dado pelos média de setembro a novembro). A deterioração do cenário econômico no ano de 2015 torna-se patente, uma vez que somente a partir da divulgação do IBC-BR de outubro tal magnitude de queda entrou no intervalo de nossas previsões (com os dados fechados até o terceiro trimestre, o máximo previsto seria um crescimento de -3,45%).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Com os dados do IBC-BR para novembro divulgados hoje pelo Banco Central e restando, portanto, somente um mês para o fechamento da previsão completa para o ritmo do nível de atividade para o ano de 2015, o intervalo de nossas previsões (supondo que o IBC-BR é um bom previsor para o PIB) tornou-se bastante estreito, entre crescimento de -3,4% e -3,6%. Admitindo que o ritmo de crescimento para o nível de atividade em dezembro de 2015 seja dado: (i) pela média dos últimos três meses (setembro a novembro), temos um crescimento de -3,57%; (ii) pela média dos primeiros onze meses do ano, temos um crescimento de -3,51%; e (iii) pelo mesmo mês do ano anterior (estagnação), temos uma taxa de crescimento de -3,41%. Vale ressaltar que a mediana para o crescimento do PIB do boletim Focus de 31 de dezembro (o último contendo previsões para o crescimento em 2015) apontava para uma queda de 3,71%. Cabe lembrar, porém, que, a partir do IBC-BR, subestimamos o ritmo de queda para o fechamento do terceiro trimestre do ano passado, quando contrastado com a divulgação oficial do IBGE.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Atualizando nossas projeções a partir dos dados do IBC-BR divulgados hoje pelo Banco Central, com a intensificação do ritmo de queda constatada em outubro, podemos afirmar que: (i) mantido o ritmo de queda dos últimos 3 meses (agosto, setembro e outubro), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,60%; (ii) persistindo o ritmo ditado pela média dos primeiros dez meses do ano, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,42%; e (iii) se o nível de atividade se estabilizar nos últimos dois meses do ano, projeta-se uma taxa de crescimento de -3,12%. Vale ressaltar que a mediana das previsões divulgada no último Boletim Focus aponta para queda do PIB de 3,62% no ano de 2015.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Contrariamente às divulgações dos 2 primeiros trimestres do ano, os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados hoje apontam para uma queda do PIB, no acumulado em quatro trimestres, superior à prevista pelo IBC-BR: -2,54% para a taxa de crescimento do PIB divulgada pelo IBGE contra -2,28% prevista pelo IBC-BR. Uma das possíveis explicações para essa reversão (de superestimação da queda para subestimação da queda) está na revisão das Contas Nacionais Trimestrais para os 2 primeiros trimestres do ano (adequação ao SCN 2010), que indica quedas mais pronunciadas que as anteriormente divulgadas. Se atualizadas ambas as estimativas, temos taxas de crescimento de -1,15% para o PIB e -0,96% para o IBC-BR para o primeiro trimestre e -1,69% para o PIB e -1,48% para o IBC-BR para o segundo trimestre, sempre para acumulados em quatro trimestres.

Desse modo, aumentam as chances de fecharmos o ano com uma queda do PIB superior a 3,19%, mediana do último boletim focus.

Novamente, com ambas as séries atualizadas, a correlação entre as mesmas cai, mas continua sendo superior a 0,99.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De acordo com os dados do IBC-BR divulgados hoje pelo Banco Central para o mês de setembro, fechamos o terceiro trimestre com uma taxa de crescimento de -2,28% (sempre para o acumulado em quatro trimestres). Tal ritmo de queda é mais acentuado que a mais pessimista das projeções da última postagem, o que significa que o ritmo de queda se tornou ainda mais intenso. Assim: (i) mantido o ritmo de queda do terceiro trimestre, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,45%; (ii) se o ritmo de queda se arrefecer, mantendo-se na média do ano (considerando-se os três primeiros trimestres), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,15% (que era a expectativa mais pessimista da postagem anterior e está próxima da mediana do último boletim Focus, de -3,10%); e (iii) se o nível de atividade se estabilizar no último trimestre do ano (com relação a igual período do ano anterior), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -2,58%.