sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Com os dados do IBC-BR para novembro divulgados hoje pelo Banco Central e restando, portanto, somente um mês para o fechamento da previsão completa para o ritmo do nível de atividade para o ano de 2015, o intervalo de nossas previsões (supondo que o IBC-BR é um bom previsor para o PIB) tornou-se bastante estreito, entre crescimento de -3,4% e -3,6%. Admitindo que o ritmo de crescimento para o nível de atividade em dezembro de 2015 seja dado: (i) pela média dos últimos três meses (setembro a novembro), temos um crescimento de -3,57%; (ii) pela média dos primeiros onze meses do ano, temos um crescimento de -3,51%; e (iii) pelo mesmo mês do ano anterior (estagnação), temos uma taxa de crescimento de -3,41%. Vale ressaltar que a mediana para o crescimento do PIB do boletim Focus de 31 de dezembro (o último contendo previsões para o crescimento em 2015) apontava para uma queda de 3,71%. Cabe lembrar, porém, que, a partir do IBC-BR, subestimamos o ritmo de queda para o fechamento do terceiro trimestre do ano passado, quando contrastado com a divulgação oficial do IBGE.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Atualizando nossas projeções a partir dos dados do IBC-BR divulgados hoje pelo Banco Central, com a intensificação do ritmo de queda constatada em outubro, podemos afirmar que: (i) mantido o ritmo de queda dos últimos 3 meses (agosto, setembro e outubro), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,60%; (ii) persistindo o ritmo ditado pela média dos primeiros dez meses do ano, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,42%; e (iii) se o nível de atividade se estabilizar nos últimos dois meses do ano, projeta-se
uma taxa de crescimento de -3,12%. Vale ressaltar que a mediana das previsões divulgada no último Boletim Focus aponta para queda do PIB de 3,62% no ano de 2015.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Contrariamente às divulgações dos 2 primeiros trimestres do ano, os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados hoje apontam para uma queda do PIB, no acumulado em quatro trimestres, superior à prevista pelo IBC-BR: -2,54% para a taxa de crescimento do PIB divulgada pelo IBGE contra -2,28% prevista pelo IBC-BR. Uma das possíveis explicações para essa reversão (de superestimação da queda para subestimação da queda) está na revisão das Contas Nacionais Trimestrais para os 2 primeiros trimestres do ano (adequação ao SCN 2010), que indica quedas mais pronunciadas que as anteriormente divulgadas. Se atualizadas ambas as estimativas, temos taxas de crescimento de -1,15% para o PIB e -0,96% para o IBC-BR para o primeiro trimestre e -1,69% para o PIB e -1,48% para o IBC-BR para o segundo trimestre, sempre para acumulados em quatro trimestres.
Desse modo, aumentam as chances de fecharmos o ano com uma queda do PIB superior a 3,19%, mediana do último boletim focus.
Novamente, com ambas as séries atualizadas, a correlação entre as mesmas cai, mas continua sendo superior a 0,99.
Desse modo, aumentam as chances de fecharmos o ano com uma queda do PIB superior a 3,19%, mediana do último boletim focus.
Novamente, com ambas as séries atualizadas, a correlação entre as mesmas cai, mas continua sendo superior a 0,99.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
De acordo com os dados do IBC-BR divulgados hoje pelo Banco Central para o mês de setembro, fechamos o terceiro trimestre com uma taxa de crescimento de -2,28% (sempre para o acumulado em quatro trimestres). Tal ritmo de queda é mais acentuado que a mais pessimista das projeções da última postagem, o que significa que o ritmo de queda se tornou ainda mais intenso. Assim: (i) mantido o ritmo de queda do terceiro trimestre, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,45%; (ii) se o ritmo de queda se arrefecer, mantendo-se na média do ano (considerando-se os três primeiros trimestres), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -3,15% (que era a expectativa mais pessimista da postagem anterior e está próxima da mediana do último boletim Focus, de -3,10%); e (iii) se o nível de atividade se estabilizar no último trimestre do ano (com relação a igual período do ano anterior), fecharemos o ano com uma taxa de crescimento de -2,58%.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Complementando a última postagem com os dados do IBC-BR de agosto, divulgados hoje: (i) se o ritmo de queda daqui até o final do ano for dado pela média dos 8 primeiros meses, fecharemos o terceiro trimestre com taxa de crescimento de -2,20% e o ano com taxa de crescimento de -2,80%; (ii) se o produto parar de cair até o final do ano, fecharemos o terceiro trimestre com taxa de crescimento de -2,12% e o ano com taxa de crescimento de -2,04%; e (iii) se o ritmo de queda for mais acentuado, dado pela média dos últimos 2 meses, fecharemos o terceiro trimestre com taxa de crescimento de -2,24% e o ano com taxa de crescimento de -3,15%. Portanto, os dados de agosto apontam para uma deterioração ainda maior da atividade econômica no Brasil, com a projeção mais pessimista superando a marca dos 3% de queda, maior do que a mediana apontada pelo mercado financeiro no último Boletim Focus (-2,97%).
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Com a divulgação dos dados do IBC-BR na última segunda-feira (aqui), constatamos que o ritmo de queda da atividade econômica continua se acentuando (e os dados da PME divulgados ontem apontam o mesmo para o mercado de trabalho). A partir de 3 diferentes projeções até o final do ano poderíamos afirmar o seguinte: (i) se o ritmo de queda da atividade econômica mantiver a mesma trajetória média do primeiro semestre, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento do produto de -2,58%; (ii) se a queda for estancada e o produto parar de cair até o final do ano, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento do produto de -1,64%; e (iii) se o ritmo de queda for mais acentuado, dado pela média dos últimos dois meses, fecharemos o ano com uma taxa de crescimento do produto de -2,71%. Essa última previsão se alinha à divulgada pelo último boletim focus, queda do PIB de 2,70%.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Para os dados das Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje, a queda do PIB no acumulado em quatro trimestres encerrados no segundo trimestre, de 1,23%, foi novamente inferior à prevista pelo IBC-BR, de 1,54%. O ritmo da queda, no entanto, se acelerou em comparação ao apurado para o primeiro trimestre, de 0,89%. Ainda para acumulados em quatro trimestres, o consumo das famílias apresentou queda pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2004, de 0,6%.
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