quarta-feira, 15 de agosto de 2018
IBC-BR no segundo trimestre
Com dados revisados divulgados hoje, após um primeiro trimestre com alta de 0,93% frente a igual período do ano anterior, composto por crescimento de 2,74% em janeiro, 0,75% em fevereiro e -0,54% em março, finalizamos o segundo trimestre com alta de 0,84%. A composição é igualmente díspar, com alta de 3,67% em abril, queda de -2,91% em maio (greve dos caminhoneiros) e nova alta, de 1,82%, em junho, sempre na comparação com iguais períodos do ano anterior. Assim, a primeira metade do ano apresentou crescimento de 0,89% na comparação com o primeiro semestre de 2017. Com dados trimestralizados e para acumulados em quatro trimestres, como costumamos apresentar aqui, o crescimento se elevou de 1,20% no primeiro trimestre para 1,31% no fechamento deste segundo trimestre.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
IBC-BR de março
O IBC-BR de março, divulgado hoje, aponta uma taxa de crescimento de -0,66% na comparação com igual mês do ano anterior. Em que pese o menor número de dias úteis com relação a março de 2017 (21 ante 23), o que pode explicar a retração ora observada, foi a primeira queda apurada na comparação entre iguais meses do ano anterior desde junho de 2017 (-0,46%). Com isso, após as altas de 2,89% e 0,51% (dados atualizados) em janeiro e fevereiro, respectivamente, fechamos o trimestre com uma taxa de crescimento de 0,86%, na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Abaixo das projeções anteriores, a taxa de crescimento para os dados trimestralizados, no acumulado em quatro trimestres, ficou em 1,16%.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
IBC-BR de fevereiro
De acordo com a divulgação de hoje para o IBC-BR, o mês de fevereiro apresentou um crescimento de 0,66% frente ao mesmo mês do ano anterior, a menor taxa de crescimento nesse tipo de comparação desde a queda observada em junho de 2017. Para acumulados em 12 meses, no entanto, a taxa de crescimento se elevou (visto que fevereiro de 2017 tinha apresentado uma taxa de crescimento negativa), passando de 1,21% até janeiro para 1,32% considerando a inclusão de fevereiro de 2018, sendo que os dados revisados mostram o fechamento de 2017 a uma taxa de crescimento de 0,98%. Assim, as projeções para o fechamento do trimestre (sempre para acumulados em quatro trimestres), tanto considerando a média dos 12 meses imediatamente precedentes quanto considerando somente os 3 últimos meses, convergem para uma taxa de 1,3%.
segunda-feira, 19 de março de 2018
IBC-BR de janeiro
A divulgação de hoje do IBC-BR de janeiro de 2018 aponta um crescimento de 2,97% na comparação com igual mẽs do ano anterior, o que nos leva a um acumulado em 12 meses da ordem de 1,2%, ante 1,0% no acumulado do ano de 2017. Projeções extrapolando os dados observados até então nos levariam a um fechamento de primeiro trimestre a taxas de crescimento entre 1,2% e 1,4%, sempre para acumulados em quatro trimestres.
segunda-feira, 12 de março de 2018
PIB no quarto trimestre - fechando 2017
Mais de uma semana
após a divulgação,
pelo IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais para o quarto
trimestre de 2017, e realizando um acompanhamento sistemático da
discussão acerca desses dados, cabe fazermos somente uma ressalva
sobre as contribuições dos componentes da demanda para a taxa de
crescimento do PIB de 1% ao final do ano. A decomposição
tradicional para as contribuições ao crescimento, obtida a partir
das taxas de crescimento de cada um dos componentes multiplicadas
pelas participações de cada um no PIB, resulta no seguinte para o
ano de 2017:
PIB
|
Consumo
das Famílias
|
Formação
Bruta de Capital Fixo
|
Consumo
do Governo
|
Exportações
|
Importações
|
Variação
de estoques (resíduo)
|
|
Participações
(%)
|
100,0
|
64,0
|
16,1
|
20,2
|
12,5
|
12,1
|
|
Taxas de
crescimento (%)
|
1,0
|
1,0
|
-1,8
|
-0,6
|
5,2
|
5,0
|
|
Contribuições
(%)
|
0,6
|
-0,3
|
-0,1
|
0,6
|
0,6
|
0,7
|
Nota-se que a soma
das participações, sempre obtidas a valores correntes, ultrapassa
100%, o que implica uma variação negativa de estoques para o
ano-base (2016), resultando numa participação negativa carecendo de
significado econômico, como de praxe para esse componente. Seguindo
para as taxas de crescimento, em volume, de cada componente, e
multiplicando-as por suas contribuições, obteríamos contribuições
positivas do Consumo das Famílias e das Exportações, as quais,
compensadas pelas contribuições (negativas) dadas pelas quedas da
Formação Bruta de Capital Fixo e do Consumo do Governo e pelo
aumento das Importações, resultariam numa soma de 0,3% para o
crescimento do PIB (0,2% na tabela em virtude dos arredondamentos).
Esse seria o crescimento do PIB caso não considerássemos o resíduo
dado pela Variação de estoques, que contribui com 0,7 p.p. para uma
taxa de crescimento do PIB de 1,0%. Ou seja, a maior contribuição
positiva ao crescimento do PIB no ano de 2017 adveio da Variação de
estoques, informação, no mais das vezes, ausente do debate sobre
esses dados. Numa apresentação
da Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda
(p. 16), podemos encontrar os mesmos valores para as contribuições
dos componentes da demanda, por ter sido realizada, naturalmente, a
mesma decomposição apresentada acima. Também na Carta
de Conjuntura do IPEA (p. 6), onde o mesmo exercício de
decomposição é feito, pode ser encontrada a afirmação de que
“no acumulado do ano, influenciado pelo ótimo desempenho da
lavoura, os estoques adicionaram 0,7 p.p. ao PIB”.
A
advertência
não se aplica aos
resultados isolados
dos dois últimos trimestres, quando
a Variação de estoques apresentou contribuição negativa, mas
para o acumulado do ano, precisamente
em virtude de contribuições positivas muito grandes desse
componente
nos dois primeiros trimestres. Vale ressaltar que
alertas anteriores a respeito, em virtude do ocorrido no primeiro
semestre do ano, podem ser encontrados na análise
do segundo trimestre – com ressalvas para o acumulado em quatro
trimestres também na análise da divulgação para o terceiro
trimestre. Antes disso, uma visão pessimista, em virtude de tal
comportamento para a variação de estoques e baseada na divulgação
para o primeiro trimestre do ano, pode ser encontrada neste
artigo.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
IBC-BR de dezembro - fechando 2017
De acordo com a divulgação de hoje para o IBC-BR de dezembro, o acumulado do ano mostra um nível de atividade crescendo a uma taxa de 1,04% em 2017. O último trimestre do ano apresentou crescimento de 2,56% ante o mesmo período de 2016, com o pico de crescimento, de 2,93%, em outubro, seguido de 2,60% em novembro e 2,14% em dezembro, sempre na comparação com igual mês do ano anterior. Com a trimestralização adotada pelo NEMEC para compatibilização com as Contas Nacionais, a taxa de crescimento do IBC-BR para 2017 foi estimada em 0,66%.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
IBC-BR de outubro
A divulgação de hoje do IBC-BR ajuda a justificar o otimismo do mercado financeiro com relação ao crescimento do PIB para 2017 - além de as estimativas para o fechamento do ano implicarem crescimento maior neste último trimestre do que o apurado nos primeiros três quartos do ano, essas vêm sendo revistas para cima, de modo que a mediana das previsões, que se situava em 0,73% quatro semanas atrás, já é de 0,96% na divulgação de hoje do Boletim Focus. Na comparação com igual mês do ano anterior, outubro registrou crescimento de 2,92%. No entanto, vale o registro de que o crescimento de setembro foi revisto para baixo desde a divulgação anterior, passando de 1,30% para 0,68% na divulgação de hoje, o que levou a estimativa para o crescimento no terceiro trimestre de 1,45% para 1,16%. No acumulado do ano, a inclusão de outubro nos situa a uma taxa de crescimento de 0,75%, enquanto teríamos 0,51% a partir dos dados já revisados até setembro. Da menor para a maior taxa de crescimento para o fechamento do ano, teríamos 0,42% supondo estagnação em novembro e dezembro, 0,44% e 0,56%, respectivamente, ao projetarmos os dois meses restantes do ano a partir de médias do crescimento para doze e três meses imediatamente anteriores.
Assinar:
Postagens (Atom)