sexta-feira, 14 de julho de 2017

IBC-BR de maio

Na divulgação de hoje para o IBC-BR de maio, as revisões para os quatro primeiros meses do ano retomaram um padrão de normalidade, com as correções se situando no intervalo de 0,06 pontos percentuais. Para maio, na comparação com igual mês do ano anterior, o indicador apresentou um crescimento de 1,40%, a maior taxa registrada desde fevereiro de 2014. Com isso, passamos de um crescimento acumulado até abril de -0,40% para um crescimento acumulado até maio de -0,05%. Ao trimestralizarmos o indicador para comparação com o PIB, teríamos, no fechamento do primeiro semestre do ano, um acumulado em quatro trimestres de -2,38% se supuséssemos um crescimento para junho dado pela média dos últimos 12 meses e de -2,32% se supuséssemos um crescimento para junho dado pela média dos últimos 3 meses. Como essa média para o crescimento de março, abril e maio esteve próxima da estagnação, também seria de -2,32% a taxa de crescimento projetada supondo que junho de 2017 repita o indicador para igual mês do ano anterior.

domingo, 18 de junho de 2017

IBC-BR de abril

Mais uma vez, as revisões para os dados do IBC-BR divulgados anteriormente estão gerando informações muito discrepantes. Reconstituindo as divulgações, temos, para janeiro, taxas de crescimento de -0,79%, 0,51%, 0,42% e, com a divulgação da última sexta-feira, 0,17%. Para fevereiro, as três últimas divulgações indicam -0,73%, -0,65% e, finalmente, -1,08%. Para março, tínhamos, originalmente, crescimento de 1,05% e, após correções, temos 0,84%. Assim, para dados trimestralizados e acumulados em quatro trimestres, se antes apontávamos crescimento de -3,17%, agora temos que apontar -3,57% no primeiro trimestre do ano. Para a primeira divulgação de abril, temos, na comparação com igual mês do ano anterior, taxa de crescimento de -1,75%, o que resultaria, na hipótese de estagnação para maio e junho, num fechamento de semestre a um ritmo de -2,40%, considerando o acumulado em quatro trimestres.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

PIB no primeiro trimestre de 2017

Com a divulgação de hoje para as Contas Nacionais Trimestrais, constatamos uma leve queda de 0,4% na comparação com igual período de 2016. Com isso, a taxa de crescimento no acumulado em quatro trimestres passou de -3,6%, no fechamento do ano passado, para -2,3%. Contrapondo à última divulgação do IBC-BR, teríamos, um estimativa de alta de 0,3% contra o mesmo trimestre do ano anterior e de -3,2% no acumulado em quatro trimestres.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

IBC-BR de março

As mudanças para os meses anteriores do IBC-BR continuam dificultando a interpretação do indicador: quando divulgado o dado relativo a janeiro, em 31/03, a taxa de crescimento (na comparação com igual mês do ano anterior) seria de -0,79% para aquele mês; na sua revisão, divulgada em 17/04, a taxa para o mesmo mês passou para 0,51%; com a divulgação de hoje, a taxa de crescimento para janeiro seria de 0,42%. Para fevereiro, segundo a divulgação de 17/04, teríamos uma taxa de crescimento de -0,73%, enquanto a divulgação de hoje aponta para -0,65%. Finalmente, para março, a taxa de crescimento divulgada hoje é de 1,05%, o que resultaria num fechamento de trimestre a um ritmo de crescimento (sempre para acumulados em quatro trimestres) de -3,17%, sendo que o trimestre, na comparação com igual período de 2016, apresenta uma taxa de crescimento positiva, de 0,29%.

terça-feira, 18 de abril de 2017

IBC-BR de fevereiro

Uma alteração substantiva na metodologia de cálculo do IBC-BR torna difícil qualquer afirmação acerca dos dados de fevereiro divulgados ontem. Para os dados de janeiro, tínhamos crescimento ante o mesmo mês de 2016 de -0,79% até a última divulgação. Com a divulgação de ontem, o crescimento de janeiro passou a ser de 0,51%. Uma parte da justificativa teria ligação com mudanças metodológicas do IBGE quanto a serviços e comércio. Contudo, na comparação com iguais meses do ano anterior, o comércio varejista apresentou taxas de crescimento de -4,9%, -1,2% e -3,2%, respectivamente, para dezembro/16, janeiro/17 e fevereiro/17, enquanto os serviços cresceram -5,7%, -3,5% e -5,1% nos mesmos meses. Para o IBC-BR de fevereiro, a taxa de crescimento calculada foi de -0,73% com relação ao mesmo mês do ano anterior. Supondo estagnação para março, teríamos o acumulado em quatro trimestres crescendo a uma taxa de -3,47% no primeiro trimestre de 2017.

sexta-feira, 31 de março de 2017

IBC-BR de janeiro

O IBC-BR de janeiro, divulgado hoje, aponta para uma redução do ritmo de queda, com taxa de crescimento de -0,79% na comparação com igual mês do ano anterior. Supondo estagnação para fevereiro e março, encerraríamos o primeiro trimestre de 2017 com uma taxa de crescimento de -3,54%, considerando o IBC-BR trimestralizado e acumulado em quatro trimestres.

terça-feira, 7 de março de 2017

PIB em 2016

Com a divulgação de hoje das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao último trimestre de 2016, verificamos uma queda do PIB de 3,6% em 2016, levemente superior à mediana das expectativas do mercado financeiro, de 3,49%, divulgadas no Boletim Focus de 6 de janeiro, último a trazer as expectativas para o fechamento do ano passado. Naturalmente, conforme postagem anterior, porque o mercado financeiro esperava uma taxa de crescimento em torno de -2,0% para o último trimestre do ano (na comparação com igual trimestre do ano anterior), contra os -2,5% apresentados hoje pelo IBGE. Nesse tipo de comparação, essa é a menor queda registrada desde o primeiro trimestre de 2015, sendo que as maiores quedas foram observadas no último trimestre de 2015 para PIB, consumo das famílias, consumo do governo e formação bruta de capital fixo. Apesar da redução do ritmo de queda ao longo do ano, o consumo das famílias fechou 2016 com um crescimento (no acumulado nos quatro trimestres) de -4,2%, o consumo do governo fechou com -0,6%, a formação bruta de capital fixo com -10,2% e as importações com -10,3%. A alta das exportações de 1,9% desfez ilusão estatística provocada por últimos trimestres atípicos em 2014 (grande queda) e 2015 (grande crescimento). A série com ajuste sazonal, normalmente mais utilizada nas divulgações da imprensa, trouxe a maior queda do ano neste último trimestre: -0,9% na comparação com o terceiro trimestre.