sexta-feira, 30 de novembro de 2018
PIB no terceiro trimestre de 2018
A divulgação de hoje para as Contas Nacionais Trimestrais trouxe uma taxa trimestral de crescimento do PIB de 1,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2017. Nessa base de comparação, o grande destaque foi o comportamento da Agropecuária, que passou de uma queda de 3,0% no primeiro trimestre para uma estagnação (0,3%) no segundo trimestre e, agora, para um crescimento de 2,5% no terceiro trimestre. No acumulado em quatro trimestres, entretanto, as taxas de crescimento da Agropecuária continuam caindo (5,5%, 1,8% e agora 0,4%), dada a elevada base de comparação relativa ao primeiro semestre de 2017 (safra extraordinária). O PIB no acumulado em quatro trimestres apresentou uma taxa de crescimento de 1,4%, em linha com os dados trimestralizados para o IBC-BR apresentados na postagem anterior. Do ponto de vista dos componentes da demanda, chama a atenção o crescimento das importações, 9,1% no acumulado em quatro trimestres, tendo passado de 6,5% para 13,5% do segundo para o terceiro trimestre, sempre na comparação com iguais trimestres do ano anterior. Na mesma base de comparação, as exportações, que tinham se retraído 2,9% no segundo trimestre, voltaram a apresentar crescimento, de 2,6%, neste terceiro trimestre. Outro destaque, pela elevação do ritmo de crescimento, fica para a formação bruta de capital fixo, com taxa de 7,8% neste terceiro trimestre, a maior desde o segundo trimestre de 2013, gerando um acumulado em quatro trimestres positivo em 4,3%.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
IBC-BR de setembro
Com os dados revisados que fecham o terceiro trimestre de 2018 divulgados em 16 de novembro, setembro apresentou um crescimento de 0,72% frente a igual mês de 2017, a menor taxa apresentada para o trimestre. Assim, o acumulado dos meses de 2018, que até agosto se situava em 1,20%, passou a apresentar uma taxa de crescimento de 1,14% com a inclusão de setembro. Para dados trimestralizados e acumulados em quatro trimestres, o nível de atividade fechou o trimestre a uma taxa de crescimento de 1,4%, pouco abaixo dos 1,5% projetados a partir dos dados para o IBC-BR disponíveis até agosto.
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
IBC-BR de agosto
A divulgação do IBC-BR de agosto, realizada hoje, traz a manutenção da mesma taxa de crescimento observada em julho, na comparação com igual mês do ano anterior: 2,5%. Com a inclusão de agosto, o acumulado do ano passa de 1,1% para 1,3%. Projeções para setembro baseadas nas taxas de crescimento dos últimos três ou doze meses e ainda considerando-se um cenário de estagnação para o mês trazem taxas de crescimento muito próximas no fechamento deste terceiro trimestre de 2018, em torno de 1,5%, frente ao crescimento de 1,3% observado no fechamento do segundo trimestre, sempre para acumulados em quatro trimestres com dados trimestralizados.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
IBC-BR de julho
Na divulgação de hoje para o IBC-BR, a série foi revisada em poucos meses, retornando somente a agosto de 2017. Assim, o crescimento acumulado para quatro trimestres passa de 0,67% a 0,68% no fechamento de 2017, de 1,20% para 1,21% no primeiro trimestre e de 1,31% para 1,34% fechando o primeiro semestre de 2018. O mês de julho apresentou crescimento significativo, de 2,56% frente a igual mês do ano anterior, nos levando de um acumulado de 0,96% nos seis primeiros meses do ano para 1,19% com a inclusão de julho. No entanto, dada a oscilação do indicador nos últimos meses, não nos parece prudente fazer projeções baseadas no passado recente.
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
PIB no segundo trimestre de 2018
Os dados para as Contas Nacionais Trimestrais, divulgados hoje para o segundo trimestre, nos levam a algumas conclusões gerais: o ritmo de crescimento se desacelerou, o que encontra explicação parcial na greve dos caminhoneiros, sendo que a taxa de crescimento de 1,0%, na comparação com igual trimestre do ano anterior, além de ser a menor dentre as últimas quatro divulgações, vem se desacelerando desde o último trimestre de 2017, não constituindo, portanto, fenômeno isolado. O consumo das famílias, na mesma comparação, também se desacelerou, após um crescimento maior no primeiro trimestre de 2018 (2,8%) do que o observado no último trimestre de 2017 (2,6%), atingindo agora também a menor taxa de crescimento das últimas quatro divulgações, com 1,7%. O crescimento do consumo do governo, que apresentava taxas negativas desde o quarto trimestre de 2014, com uma única exceção no segundo trimestre de 2016 (0,2%), tornou a ficar levemente positivo (0,1%) neste segundo trimestre de 2018. A má notícia vem das exportações, com -2,9% de crescimento, e a boa notícia é que a formação bruta de capital fixo se manteve em patamares pŕoximos aos observados nos dois trimestres anteriores, com 3,7% de crescimento neste segundo trimestre. Do ponto de vista das atividades econômicas, a Construção continua em queda (-1,1%), apesar de ser a menor em quatro anos, a despeito de Indústria de Transformação (1,8%) e Comércio (1,9%) estarem em terreno positivo, porém distante do apurado para o primeiro trimestre (4,0% e 4,5%, respectivamente). Vale destacar ainda, do ponto de vista do acompanhamento aqui realizado, que as taxas de crescimento do IBC-BR para acumulados em quatro trimestres voltaram a seguir mais de perto as taxas de crescimento do PIB: enquanto o indicador do Banco Central nos antecipava taxas de 1,2% e 1,3%, respectivamente, para primeiro e segundo trimestres, o dado oficial apurado pelo IBGE foi de 1,3% e 1,4%.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
IBC-BR no segundo trimestre
Com dados revisados divulgados hoje, após um primeiro trimestre com alta de 0,93% frente a igual período do ano anterior, composto por crescimento de 2,74% em janeiro, 0,75% em fevereiro e -0,54% em março, finalizamos o segundo trimestre com alta de 0,84%. A composição é igualmente díspar, com alta de 3,67% em abril, queda de -2,91% em maio (greve dos caminhoneiros) e nova alta, de 1,82%, em junho, sempre na comparação com iguais períodos do ano anterior. Assim, a primeira metade do ano apresentou crescimento de 0,89% na comparação com o primeiro semestre de 2017. Com dados trimestralizados e para acumulados em quatro trimestres, como costumamos apresentar aqui, o crescimento se elevou de 1,20% no primeiro trimestre para 1,31% no fechamento deste segundo trimestre.
quarta-feira, 16 de maio de 2018
IBC-BR de março
O IBC-BR de março, divulgado hoje, aponta uma taxa de crescimento de -0,66% na comparação com igual mês do ano anterior. Em que pese o menor número de dias úteis com relação a março de 2017 (21 ante 23), o que pode explicar a retração ora observada, foi a primeira queda apurada na comparação entre iguais meses do ano anterior desde junho de 2017 (-0,46%). Com isso, após as altas de 2,89% e 0,51% (dados atualizados) em janeiro e fevereiro, respectivamente, fechamos o trimestre com uma taxa de crescimento de 0,86%, na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Abaixo das projeções anteriores, a taxa de crescimento para os dados trimestralizados, no acumulado em quatro trimestres, ficou em 1,16%.
segunda-feira, 16 de abril de 2018
IBC-BR de fevereiro
De acordo com a divulgação de hoje para o IBC-BR, o mês de fevereiro apresentou um crescimento de 0,66% frente ao mesmo mês do ano anterior, a menor taxa de crescimento nesse tipo de comparação desde a queda observada em junho de 2017. Para acumulados em 12 meses, no entanto, a taxa de crescimento se elevou (visto que fevereiro de 2017 tinha apresentado uma taxa de crescimento negativa), passando de 1,21% até janeiro para 1,32% considerando a inclusão de fevereiro de 2018, sendo que os dados revisados mostram o fechamento de 2017 a uma taxa de crescimento de 0,98%. Assim, as projeções para o fechamento do trimestre (sempre para acumulados em quatro trimestres), tanto considerando a média dos 12 meses imediatamente precedentes quanto considerando somente os 3 últimos meses, convergem para uma taxa de 1,3%.
segunda-feira, 19 de março de 2018
IBC-BR de janeiro
A divulgação de hoje do IBC-BR de janeiro de 2018 aponta um crescimento de 2,97% na comparação com igual mẽs do ano anterior, o que nos leva a um acumulado em 12 meses da ordem de 1,2%, ante 1,0% no acumulado do ano de 2017. Projeções extrapolando os dados observados até então nos levariam a um fechamento de primeiro trimestre a taxas de crescimento entre 1,2% e 1,4%, sempre para acumulados em quatro trimestres.
segunda-feira, 12 de março de 2018
PIB no quarto trimestre - fechando 2017
Mais de uma semana
após a divulgação,
pelo IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais para o quarto
trimestre de 2017, e realizando um acompanhamento sistemático da
discussão acerca desses dados, cabe fazermos somente uma ressalva
sobre as contribuições dos componentes da demanda para a taxa de
crescimento do PIB de 1% ao final do ano. A decomposição
tradicional para as contribuições ao crescimento, obtida a partir
das taxas de crescimento de cada um dos componentes multiplicadas
pelas participações de cada um no PIB, resulta no seguinte para o
ano de 2017:
PIB
|
Consumo
das Famílias
|
Formação
Bruta de Capital Fixo
|
Consumo
do Governo
|
Exportações
|
Importações
|
Variação
de estoques (resíduo)
|
|
Participações
(%)
|
100,0
|
64,0
|
16,1
|
20,2
|
12,5
|
12,1
|
|
Taxas de
crescimento (%)
|
1,0
|
1,0
|
-1,8
|
-0,6
|
5,2
|
5,0
|
|
Contribuições
(%)
|
0,6
|
-0,3
|
-0,1
|
0,6
|
0,6
|
0,7
|
Nota-se que a soma
das participações, sempre obtidas a valores correntes, ultrapassa
100%, o que implica uma variação negativa de estoques para o
ano-base (2016), resultando numa participação negativa carecendo de
significado econômico, como de praxe para esse componente. Seguindo
para as taxas de crescimento, em volume, de cada componente, e
multiplicando-as por suas contribuições, obteríamos contribuições
positivas do Consumo das Famílias e das Exportações, as quais,
compensadas pelas contribuições (negativas) dadas pelas quedas da
Formação Bruta de Capital Fixo e do Consumo do Governo e pelo
aumento das Importações, resultariam numa soma de 0,3% para o
crescimento do PIB (0,2% na tabela em virtude dos arredondamentos).
Esse seria o crescimento do PIB caso não considerássemos o resíduo
dado pela Variação de estoques, que contribui com 0,7 p.p. para uma
taxa de crescimento do PIB de 1,0%. Ou seja, a maior contribuição
positiva ao crescimento do PIB no ano de 2017 adveio da Variação de
estoques, informação, no mais das vezes, ausente do debate sobre
esses dados. Numa apresentação
da Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda
(p. 16), podemos encontrar os mesmos valores para as contribuições
dos componentes da demanda, por ter sido realizada, naturalmente, a
mesma decomposição apresentada acima. Também na Carta
de Conjuntura do IPEA (p. 6), onde o mesmo exercício de
decomposição é feito, pode ser encontrada a afirmação de que
“no acumulado do ano, influenciado pelo ótimo desempenho da
lavoura, os estoques adicionaram 0,7 p.p. ao PIB”.
A
advertência
não se aplica aos
resultados isolados
dos dois últimos trimestres, quando
a Variação de estoques apresentou contribuição negativa, mas
para o acumulado do ano, precisamente
em virtude de contribuições positivas muito grandes desse
componente
nos dois primeiros trimestres. Vale ressaltar que
alertas anteriores a respeito, em virtude do ocorrido no primeiro
semestre do ano, podem ser encontrados na análise
do segundo trimestre – com ressalvas para o acumulado em quatro
trimestres também na análise da divulgação para o terceiro
trimestre. Antes disso, uma visão pessimista, em virtude de tal
comportamento para a variação de estoques e baseada na divulgação
para o primeiro trimestre do ano, pode ser encontrada neste
artigo.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
IBC-BR de dezembro - fechando 2017
De acordo com a divulgação de hoje para o IBC-BR de dezembro, o acumulado do ano mostra um nível de atividade crescendo a uma taxa de 1,04% em 2017. O último trimestre do ano apresentou crescimento de 2,56% ante o mesmo período de 2016, com o pico de crescimento, de 2,93%, em outubro, seguido de 2,60% em novembro e 2,14% em dezembro, sempre na comparação com igual mês do ano anterior. Com a trimestralização adotada pelo NEMEC para compatibilização com as Contas Nacionais, a taxa de crescimento do IBC-BR para 2017 foi estimada em 0,66%.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
IBC-BR de outubro
A divulgação de hoje do IBC-BR ajuda a justificar o otimismo do mercado financeiro com relação ao crescimento do PIB para 2017 - além de as estimativas para o fechamento do ano implicarem crescimento maior neste último trimestre do que o apurado nos primeiros três quartos do ano, essas vêm sendo revistas para cima, de modo que a mediana das previsões, que se situava em 0,73% quatro semanas atrás, já é de 0,96% na divulgação de hoje do Boletim Focus. Na comparação com igual mês do ano anterior, outubro registrou crescimento de 2,92%. No entanto, vale o registro de que o crescimento de setembro foi revisto para baixo desde a divulgação anterior, passando de 1,30% para 0,68% na divulgação de hoje, o que levou a estimativa para o crescimento no terceiro trimestre de 1,45% para 1,16%. No acumulado do ano, a inclusão de outubro nos situa a uma taxa de crescimento de 0,75%, enquanto teríamos 0,51% a partir dos dados já revisados até setembro. Da menor para a maior taxa de crescimento para o fechamento do ano, teríamos 0,42% supondo estagnação em novembro e dezembro, 0,44% e 0,56%, respectivamente, ao projetarmos os dois meses restantes do ano a partir de médias do crescimento para doze e três meses imediatamente anteriores.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
PIB no terceiro trimestre de 2017
Na comparação com igual trimestre do ano anterior, o terceiro trimestre de 2017 apresentou uma taxa de crescimento de 1,41%, resultado muito próximo ao antecipado pelo IBC-BR (1,45%). No acumulado para quatro trimestres, entretanto, a taxa indicada pelo IBC-BR (-1,01%) em muito superestima a magnitude da queda verificada na divulgação de hoje das Contas Nacionais Trimestrais (-0,17%), implicando uma aderência muito menor do indicador para os trimestres anteriores. Dentre as atividades econômicas, de longe, a contribuição positiva da Agropecuária é a maior para o acumulado em quatro trimestres, a partir de uma alta de 11,6%, algo menor (9,1%) tomando-se somente o terceiro trimestre na comparação com igual período do ano anterior. Nessa comparação, também a Indústria de transformação apresentou crescimento significativo (2,4%), mesma taxa apresentada pela Indústria extrativa. Destaque positivo também para o Comércio (3,8%) e negativo, mais uma vez, para a Construção (-4,7%). Decompondo-se o crescimento de 1,4% pelos componentes da demanda, as contribuições positivas vieram do Consumo das Famílias, cuja taxa de crescimento de 2,2% contribuiu positivamente com 1,4%, e das Exportações, com uma taxa de crescimento de 7,6% contribuindo com 1,0% para o crescimento. As taxas de crescimento dos demais componentes (-0,6% para o Consumo do Governo, -0,5% para a Formação Bruta de Capital Fixo e +5,7% para as Importações) contribuíram negativamente com 0,1%, 0,1% e 0,8%, respectivamente, a serem somadas à contribuição negativa de 0,1% da Variação de Estoques. Sobre essa última, ao contrário do apurado para os dois primeiros trimestres do ano, sua contribuição passou a ser negativa neste terceiro trimestre, apesar de ainda constituir a principal contribuição positiva ao crescimento no acumulado em quatro trimestres. À exceção das Exportações, todos os demais componentes da demanda ainda contribuem negativamente para o crescimento do PIB acumulado em quatro trimestres. Comparando-se as duas últimas divulgações para trimestres com relação ao mesmo período do ano anterior, merecem destaque ainda nova mudança de sinal para as Importações (que estavam em queda até o último trimestre de 2016, apresentaram crescimento no primeiro trimestre de 2017, nova queda no segundo e crescimento neste terceiro trimestre), a redução do ritmo de queda da Formação Bruta de Capital Fixo (de -6,5% para -0,5%) e do Consumo do Governo (de -2,4% para -0,6%), além da aceleração do crescimento de Consumo das Famílias (de 0,7% para 2,2%) e Exportações (de 2,5% para 7,6%).
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
IBC-BR de setembro
Com a divulgação de hoje para o IBC-BR de setembro, confirma-se um terceiro trimestre com crescimento positivo (1,45%) frente a igual período do ano anterior. Com o crescimento de 1,30% registrado para setembro na compação com o mesmo mês do ano anterior, o acumulado do ano se situa em 0,43% de crescimento, nos levando a um acumulado em quatro trimestres de -1,05%, resultado próximo ao projetado pela média dos três meses imediatamente anteriores até a divulgação para agosto. Médias para o crescimento dos doze meses imediatamente anteriores nos levariam a um fechamento do ano com taxa de crescimento de 0,03%, a qual seria sensivelmente superior (0,33%) levando-se em conta somente os três meses imediatamente anteriores. Na hipótese de estagnação até o final do ano, o carregamento dos três primeiros trimestres nos levaria a uma taxa de crescimento de 0,09%.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
IBC-BR de agosto
Divulgado o IBC-BR para agosto, reforça-se a percepção de que o terceiro trimestre girará em terreno positivo na comparação com o mesmo período do ano anterior. Com dados revisados (revisão retroativa até janeiro de 2015), se o acumulado do ano até julho já atingia 0,11%, o acumulado até agosto está em 0,31%, em virtude do crescimento de 1,64% observado para agosto de 2017 na comparação com igual mês do ano anterior. Se, na hipótese de estagnação para os cinco meses restantes após julho, fecharíamos o ano com uma taxa de crescimento de -0,17% (dados revisados), a inclusão de agosto nos levaria a fechar o ano a -0,03% caso os quatro meses restantes repetissem o que observamos em 2016. Para acumulados em quatro trimestres, caso o crescimento dos meses restantes fosse dado pela média dos três meses imediatamente anteriores, chegaríamos a uma taxa de crescimento de -1,07% no fechamento do terceiro trimestre e de 0,24% no fechamento do ano.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
IBC-BR de julho
De acordo com os dados de julho para o IBC-BR, divulgados hoje, iniciamos o segundo semestre em terreno positivo, com um crescimento de 1,4% com relação a igual mês do ano anterior, o que nos leva de um acumulado até junho da ordem de -0,07% (dados revisados) para um acumulado até julho de 0,14%. O carregamento do crescimento até julho nos levaria, na hipótese de estagnação para os cinco meses restantes do ano, a uma taxa de crescimento de -0,15% no fechamento de 2017. Supondo um crescimento mensal dado pela médias dos três meses imediatamente anteriores, fecharíamos o terceiro trimestre a uma taxa de crescimento de -1,12% (para acumulados em quatro trimestres) e o ano a uma taxa de crescimento positiva, da ordem de 0,13%.
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
PIB no segundo trimestre de 2017
A divulgação de hoje das Contas Nacionais Trimestrais trouxe a primeira alta do PIB, na comparação com igual trimestre do ano anterior, desde o primeiro trimestre de 2014: crescimento de 0,3%. Diferentemente do primeiro trimestre de 2017, no qual todos os componentes da demanda interna estavam caindo, o Consumo das Famílias apresentou uma alta de 0,7%, ainda na mesma comparação, com quedas de 2,4% no Consumo do Governo e de 6,5% da Formação Bruta de Capital Fixo - sendo essa última mais elevada que a observada no primeiro trimestre. As Exportações cresceram a uma taxa de 2,5% enquanto as Importações cresceram a uma taxa de -3,3%. Na decomposição para a alta de 0,3% no PIB, a maior contribuição para o crescimento adveio, a exemplo do observado no primeiro trimestre, da Variação de Estoques (+0,6%), seguida do Consumo das Famílias (+0,5%), da queda das Importações (-0,4%) e da alta das Exportações (+0,3%). De longe, a maior contribuição negativa foi da Formação Bruta de Capital Fixo (-1,1%), seguida do Consumo do Governo (-0,5%). Do ponto de vista das Atividades Econômicas, a Agropecuária apresentou uma maior contribuição ao crescimento na comparação com igual trimestre do ano anterior, tornando-se também a maior contribuição no aumulado em 4 trimestres; curiosamente, até o primeiro trimestre do ano, a maior contribuição era oriunda dos serviços de utilidade pública (Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana) para essa última comparação. Voltando aos componentes da demanda, também a Variação de Estoques constitui a principal contribuição (+1,1%) na decomposição da taxa de crescimento do PIB, de -1,4% para acumulados em quatro trimestres. O Consumo das Famílias, nessa base de comparação, contribui com -1,2%, a Formação Bruta da Capital FIxo com -1,0%, o Consumo do Governo com -0,2% e as Exportações e Importações se anulam, com -0,1% cada.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
IBC-BR de junho
Com a divulgação de hoje para o IBC-BR de junho, constatamos o fechamento do semestre a uma taxa de crescimento de -2,34% no acumulado em quatro trimestres. Contrariamente ao observado para maio, na comparação com igual mês do ano anterior, junho apresentou uma queda da ordem de 0,56%, o que implica um acumulado do ano levemente mais negativo que o obtido até a divulgação passada: -0,11% contra -0,02% com dados atualizados. As revisões para os meses divulgados anteriormente apresentaram uma discrepância maior do que as encontradas na divulgação passada, mas não geraram grandes distorções como aquelas realizadas até a divulgação dos dados de abril. O efeito do carregamento desse primeiro semestre para o fechamento do ano pode ser tangenciado a partir da hipótese de estagnação para os seis meses restantes de 2017: nesse caso, fecharíamos 2017 a um ritmo de crescimento de -0,3%, sempre para dados do IBC-BR trimestralizados e acumulados em quatro trimestres. Uma projeção que levasse em conta que o crescimento para cada mês subsequente é dado pela média dos três meses imediatamente anteriores nos colocaria nesse mesmo ritmo de crescimento de -0,3% ao final do ano, denotando também resultados próximos à estagnação neste segundo semestre.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
IBC-BR de maio
Na divulgação de hoje para o IBC-BR de maio, as revisões para os quatro primeiros meses do ano retomaram um padrão de normalidade, com as correções se situando no intervalo de 0,06 pontos percentuais. Para maio, na comparação com igual mês do ano anterior, o indicador apresentou um crescimento de 1,40%, a maior taxa registrada desde fevereiro de 2014. Com isso, passamos de um crescimento acumulado até abril de -0,40% para um crescimento acumulado até maio de -0,05%. Ao trimestralizarmos o indicador para comparação com o PIB, teríamos, no fechamento do primeiro semestre do ano, um acumulado em quatro trimestres de -2,38% se supuséssemos um crescimento para junho dado pela média dos últimos 12 meses e de -2,32% se supuséssemos um crescimento para junho dado pela média dos últimos 3 meses. Como essa média para o crescimento de março, abril e maio esteve próxima da estagnação, também seria de -2,32% a taxa de crescimento projetada supondo que junho de 2017 repita o indicador para igual mês do ano anterior.
domingo, 18 de junho de 2017
IBC-BR de abril
Mais uma vez, as revisões para os dados do IBC-BR divulgados anteriormente estão gerando informações muito discrepantes. Reconstituindo as divulgações, temos, para janeiro, taxas de crescimento de -0,79%, 0,51%, 0,42% e, com a divulgação da última sexta-feira, 0,17%. Para fevereiro, as três últimas divulgações indicam -0,73%, -0,65% e, finalmente, -1,08%. Para março, tínhamos, originalmente, crescimento de 1,05% e, após correções, temos 0,84%. Assim, para dados trimestralizados e acumulados em quatro trimestres, se antes apontávamos crescimento de -3,17%, agora temos que apontar -3,57% no primeiro trimestre do ano. Para a primeira divulgação de abril, temos, na comparação com igual mês do ano anterior, taxa de crescimento de -1,75%, o que resultaria, na hipótese de estagnação para maio e junho, num fechamento de semestre a um ritmo de -2,40%, considerando o acumulado em quatro trimestres.
Assinar:
Postagens (Atom)